Dor do parto: como medo e tensão podem travar o trabalho de parto (e o que fazer antes da hora)

Gestante em trabalho de parto

Ela caiu da escada com oito meses de gestação.
Fraturou o sacro.

Mas o que quase travou o trabalho de parto não foi a fratura.

Foi o medo.

Quando falamos sobre dor do parto, a maioria das mulheres pensa na intensidade das contrações. Poucas entendem que o medo e a tensão emocional podem aumentar o sofrimento e até dificultar a progressão do trabalho de parto.

Neste artigo, eu explico — com base em um relato real de parto na Bélgica — como o medo influencia seus hormônios, por que a tensão pode bloquear a ocitocina e o que você pode fazer para se preparar antes do grande dia.

 

 

 

 

Dor do parto: o que realmente aumenta o sofrimento

A dor do parto é fisiológica.
Ela faz parte do processo.

Mas sofrimento não é sinônimo de contração.

O que aumenta o sofrimento no parto geralmente é:

    • Medo constante

    • Sensação de perda de controle

    • Ambiente tenso

    • Falta de informação

    • Comunicação ruim com a equipe

    • Sistema nervoso em estado de alerta

E aqui entra a neurobiologia.


Barriga de gravida

Como medo ativa adrenalina e pode travar o trabalho de parto


Quando você sente medo, seu corpo ativa o sistema de luta ou fuga.

Isso libera adrenalina.

A adrenalina é útil quando você precisa correr de um perigo.
Mas no trabalho de parto, ela pode atrapalhar.



Por quê?

Porque adrenalina inibe a ocitocina.

E a ocitocina é o hormônio responsável pelas contrações uterinas eficientes.

Sem ocitocina suficiente:

    • O trabalho de parto pode ficar mais lento

    • As contrações podem ficar mais dolorosas

    • A mulher pode entrar em exaustão

    • A chance de intervenções aumenta


Isso não é opinião.
É fisiologia do parto.

 

“Eu queria que acontecesse, mas queria controlar”

Durante o relato do episódio do Bate-Papo com a Doula, ela disse:

“Eu queria que acontecesse… mas ao mesmo tempo eu queria controlar.”

Essa frase resume o que trava muitos partos.

Controle excessivo gera tensão.
Tensão ativa alerta.
Alerta libera adrenalina.
Adrenalina bloqueia ocitocina.

O parto não responde bem ao controle.

Ele responde à segurança.

Gestante em trabalho de parto ativo

 

O papel do ambiente e da presença no parto

Mudanças simples podem alterar completamente o estado interno da mulher:

    • Iluminação

    • Tom de voz

    • Presença do parceiro

    • Confiança na equipe

    • Sentimento de ser ouvida

Parto é um evento fisiológico, mas também é profundamente relacional.

Seu sistema nervoso percebe segurança antes mesmo de você perceber racionalmente.

E quando há segurança, o corpo trabalha a favor.

 

Dor do parto na prática: como se preparar antes do trabalho de parto

Você não controla a intensidade da contração.

Mas você pode aprender a:

    • Entender o que está acontecendo no seu corpo

    • Reconhecer sinais de tensão

    • Regular seu sistema nervoso

    • Reduzir sofrimento desnecessário

    • Tomar decisões informadas

Preparação não elimina dor.

Preparação reduz sofrimento.

E isso muda completamente a experiência.

Assista ao relato completo e aprofunde sua preparação

 

O episódio completo do Bate-Papo com a Doula está disponível no YouTube e mostra, na prática, como medo, tensão e preparo influenciam diretamente o desfecho do parto.

Se você quer entender profundamente como a dor funciona e como atravessar o parto com mais controle emocional e fisiológico, eu ensino isso de forma estruturada no curso:

 

A Dor do Parto

 

É um treinamento completo para:

 

  • Compreender a fisiologia da dor
  • Regular o sistema nervoso
  • Evitar bloqueios desnecessários
  • Se preparar antes da sala de parto

 

O parto é um dos rituais de passagem mais intensos da vida de uma mulher.

Medo é humano.
Tensão é natural.

Mas sofrimento desnecessário pode ser reduzido quando você entende como seu corpo funciona.

O parto é seu.
E a preparação também.

 

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